Estátua de Jacques Custeau é inaugurada na Praça da Baleia

Estátua de Jacques Custeau é inaugurada na Praça da Baleia

“Quando vamos até o fundo do mar, descobrimos que ali jamais poderíamos viver sozinhos. Então levamos mais alguém. E esta pessoa, chamada de dupla, companheiro ou simplesmente amigo, passa a ser importante para nós. Porque, além de poder salvar nossa vida, passa a compartilhar tudo que vimos e sentimos”. Esse é um trecho de uma fala proferida pelo oceanógrafo, explorador, conservacionista, documentarista e cineasta francês, Jacques Custeau.

Essa inspiração coincidentemente retrata o contexto da inauguração da estátua de seu autor na Praça da Baleia, em Ubatuba, como parte do encerramento da programação do VIII Festival da Mata Atlântica e da V Semana do Mar – uma parceria Prefeitura de Ubatuba, o projeto Tamar, o Instituto Argonauta e o Aquário de Ubatuba para celebrar o Dia Nacional da Mata Atlântica (27/05) e os Dias Mundiais do Meio Ambiente (5/6) e dos Oceanos (8/6). A cerimônia aconteceu na manhã do último sábado, 09, e contou com a presença de autoridades do município, do responsável pela restauração, o artista plástico Fábio Souza, e da comunidade.

A escolha do local para a instalação do monumento tem vários significados, como o contexto que representa o mar, formado entre a Praça da Baleia, o Aquário e orla do Itaguá, e a base em formato de barco, que permite representar a paixão do oceanógrafo, olhando exatamente em direção às aguas.

O secretário de Meio Ambiente da Prefeitura de Ubatuba, Wilber Cardozo, ficou emocionado ao ver a estátua de Cousteau restaurada e lembrar o grande nome que ele foi para a humanidade,  com suas invenções e pelo amor que ele tinha com a natureza.

“Além de ter sido um dos pioneiros no conservacionismo marinho , Custeau era um apaixonado pelos mares e, certamente, hoje em dia ficaria indignado com o que estamos fazendo com nossos oceanos. Parabéns ao prefeito Sato por esta homenagem”, frisou.

Breve panorama

A estátua do oceanógrafo Jacques Costeau permaneceu submersa na Praia do Leste, na Ilha Anchieta, até maio do ano passado e foi retirada para passar por um processo de limpeza e restauração – uma ação planejada pela secretaria de Turismo- Setur, com o apoio de Pedro Paulo Orabona, titular do Conselho Municipal de Turismo – CMT e integrante da Associação das Operadoras de Mergulho do Litoral Norte, que abrange as quatro cidades- Ubatuba, Caraguatatuba, São Sebastião e Ilhabela.

De acordo com Bischof, somente a limpeza não foi suficiente. Desta forma, o empresário Hugo Gallo, mediante solicitação à Setur, encaminhou o monumento para São Paulo, onde foi parcialmente restaurado –  o objetivo é que as partes que ficaram degradadas contrastem com a restauração, mostrando a quem a contempla todo o efeito causado pelo mar durante o tempo em que ficou fundiada.

“A estátua ficou 20 anos submersa, então, o mar agiu e eu não quis cobrir esse ‘trabalho’ que o mar levou tempo para fazer, achei uma pena. Então, a ideia foi mostrar como ela estava/ficou nesse tempo todo. Costumo dizer que foi um trabalho há duas mãos: metade o mar fez, metade eu recuperei”, explicou o responsável pela restauração, Fábio Souza.

O processo

Souza comentou que o processo de restauração leva, em média, de dois a três meses. Para executar o trabalho, ele utilizou um material denominado resina epóxi – que, segundo ele, chega mais próximo ao concreto. Para dar forma, o artista aplicou técnicas como micro retifica e lixa manual.

História

Uma estátua em tamanho natural foi colocada pela Associação das Operadoras de Mergulho em 15 de novembro de 1997, como forma de homenagear o mergulhador e cientista francês, Jacques Cousteau. “Na ocasião, foram reunidos mais de 200 mergulhadores na tentativa de quebra de recorde de mergulho simultâneo. Esse local acabou se tornando um atrativo, consolidando um ponto importante para a realização de mergulho”, explicou Orabona.

Quem foi Jacques-Yves Cousteau

No dia 25 de junho de 1997 morria o oceanógrafo, explorador, conservacionista, documentarista e cineasta francês Jacques-Yves Cousteau. Também conhecido como Capitão Cousteau, ele foi pioneiro na luta pela conservação marinha e era um apaixonado pelos mares.

 

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